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  • Letícia Jury

Charge e o encontro de gerações

José Loures é um estudioso. Faz doutorado na UNB e adora provocações polêmicas

Encontro de gerações. José Loures já esteve nos bancos da faculdade. Graduou em Artes Visuais na UFG. Justamente o que os acadêmicos de Jornalismo da Faculdade Metropolitana de Anápolis (FAMA) fazem neste momento! Palestras, estudos, pesquisas. Na noite de quarta-feira, dia 28, aconteceu a troca de experiências por meio de um tema em comum: a charge!


José Loures é um estudioso da área. Fez Mestrado em Arte e Cultura pela Universidade Federal de Goiás e hoje faz doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília (UNB). Os acadêmicos de jornalismo? Se inspiram na trajetória dele para pensar os próximos passos rumo ao mercado de trabalho. E este último, sabe ser exigente!


O profissional da área de Comunicação que não estuda, não lê, não desenvolve o espírito crítico, não passa nem na primeira fase da entrevista de emprego. Por que? A própria inteligência artificial e a robotização já fazem o serviço operacional e técnico, a custo reduzido para o empregador. O diferencial no mercado de trabalho então passa a ser a postura ética, criativa e intelectual. Isto máquina nenhuma substitui!


Discutir charge não é apenas falar sobre uma “figurinha e um balão”. É manifestação cultural, expressão artística, contestação, definições políticas, resgate histórico. E acima de tudo: eternização de uma problemática social, que direta ou indiretamente, impacta toda a vida em sociedade. “Angeli e Laerte, por exemplo, possuem um discurso político crítico, por meio de imagens cômicas e resgate temporal”, explanou José Loures aos acadêmicos.

E as perguntas foram muitas: o atentado terrorista ocorrido no jornal satírico francês Charlie Hebdo em 2015, em Paris, que resultou em doze pessoas mortas e cinco feridas gravemente. Quais os limites da liberdade de expressão? E da censura? Intolerância é a palavra de ordem? Mas e o respeito a liberdade religiosa? Foram alguns questionamentos feitos durante a discussão.


Fake também na charge? “Isto tem sido muito comum, por meio de programas de computador. As cores das ilustrações são alteradas, e também o texto, para agradar a um outro discurso”, cita José Loures. E a censura? Ah...antiga! É o drama dos contestadores. Está pior agora? Mas qual o limite da crítica? E os crimes contra a honra.


O encontro de gerações acabou com assuntos indo além da temática principal. Chegou na “sexualidade dos games”, atual pesquisa de doutorado de José Loures. E a conversa ficou boa...outro encontro já está marcado. Quando estudantes intelectuais de jornalismo encontram com um profissional como este, o resultado não poderia ter sido outro! Gerações diferentes, similaridades mil.



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