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  • Letícia Jury

Eu fiz estágio! Melhor fase, muito aprendizado

É preciso pensar o mercado de trabalho ainda em sala de aula. Profissionais e universitários precisam compartilhar conhecimento e trocar experiências




A minha fala não pode ser outra! Devo relatar as minhas experiências. Entrei na Faculdade de Jornalismo da então FACOMB (Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia) da UFG, que hoje se chama FIC (Faculdade de Informação e Comunicação), nos anos 2000. Isto mesmo, no ano em que Nostradamus profetizou que o mundo iria acabar. Ufa: graças a Deus, que não acabou!


Como todo aluno de Jornalismo, eu estava ansiosa pela prática, pois queria logo me tornar jornalista: fazer entrevistas, escrever textos, ver minhas matérias publicadas em jornais. Mas não me desesperei, naquele primeiro ano, me dediquei aos estudos, as teorias, as leituras diversas, que não foram nada fáceis. Mas no segundo ano, estava eu batendo as portas da Rádio São Francisco. Na época havia um jornal semanário, que se chamava Fatorama. Passei a colaborar com textos semanais, artigos opinativos sobre temas da atualidade, mesclados com matérias de comportamento.


Meses depois, Anápolis passava a contar com o jornal diário Folha do Estado, e fui convidada a escrever a editoria de Cultura. Em pouco menos de seis meses, já estava fazendo reportagens de cidade, cotidiano, polícia. E imagina? No terceiro ano do curso de Jornalismo e atuando em um jornal diário? Quanta responsabilidade e esforço. Acordava todos os dias às 5h30 da manhã, pegava o ônibus do estudante na praça do Ancião, chegava em Goiânia, às 6h30. Assistia as aulas até 12h e já estava de volta a Anápolis por volta das 13 horas. Em casa almoçava rapidamente, pegava o coletivo próximo a minha casa, e chegava na redação às 14 horas.


Eu tinha então, no máximo 3 horas, para colher as informações, digitar a matéria, e entregar ao editor. E como tudo aquilo era maravilhoso e foi o início da minha vida profissional. Quando me formei já tinha uma rede de relacionamentos, já era uma jornalista conhecida e os convites surgiram: primeiro fui repórter do Jornal Contexto, que naquela época acabava de ser fundado. Depois fui convidada para o Jornal do Estado. De lá, saí em 2007 para assumir a coordenação de Comunicação e Projetos da Fundação Frei João Batista Vogel (Rádios São Francisco e 96 FM), onde trabalhei por dez anos. Me desliguei da empresa em 2017, quando aceitei o convite do prefeito Roberto Naves para compor seu governo enquanto Diretora.


Mas é claro que ao longo destes 16 anos de jornalista, foram muitas outras experiências profissionais, principalmente no campo da Assessoria de Comunicação. Para citar apenas algumas, OAB Anápolis, vereadora Dra Gina Tronconi (Câmara Municipal), agências de organização de eventos, empresas de Agronegócios, instituições religiosas e entidades do terceiro setor.


Em 2015, o início da realização de um sonho, fui aprovada no processo de Seleção do Mestrado em Comunicação, Cultura e Cidadania da UFG. E de lá para cá, muitos artigos científicos publicados, muitas participações em Congressos, muitos cursos ministrados. E meu livro Imprensa como trincheira, as contribuições de Raquel de Queiroz para o jornalismo brasileiro nas maiores e mais importante bibliotecas do país.


No ano de 2018 mais um sonho realizado: me tornar professora universitária.E hoje tenho a grata satisfação de compartilhar conhecimento com os acadêmicos de jornalismo da Faculdade Metropolitana de Anápolis!


Eu fiz estágio e afirmo: é preciso pensar o mercado de trabalho ainda dentro da universidade. E para mim? Que venham mais 16 anos.





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