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  • Letícia Jury

“Sem novos guias, a história vai morrer”

A profissão foi regulamentada na década de 90, pelo então presidente Itamar Franco


Conhecimento. Esta é a palavra que define o guia, habilitado pelo Ministério do Turismo, Adalberto Lúcio Rodrigues Costa. Há 46 anos ele percorre as cidades de Tiradentes, São João Del Rei, Ouro Preto e Congonhas. Seu trabalho se resume no tripé: curiosidades, história e personalidades. “Aleijadinho não era pobre. Quem tinha três casas em Ouro Preto e era maçom, não poderia ser pobre”, contesta que Antônio Francisco Lisboa, mais importante artista plástico do barroco brasileiro, tenha morrido miserável.


Questionado sobre sua formação, Adalberto Costa ressalta os cursos realizados na Secretaria de Turismo de São João Del Rei, SENAC e Tur Minas. Quanto as novas gerações, os estudantes dos cursos superiores em História, se eles têm interesse em apresentar a Trilha dos Inconfidentes aos turistas e manter viva a tradição, ele ressalta que são poucos. “Se os universitários não se preocuparem com isto, a história vai morrer”, ressalta.


Para ser um bom guia, Adalberto Costa dá a dica: é preciso ter curiosidade! Somado a isto, conhecer as cidades históricas de Minas Gerais, as vilas do ouro, as características das sociedades da época, a arquitetura das igrejas e casarões. E mais, as curiosidades: como a origem do termo “pede moleque, não roube”, que deu nome ao famoso doce “pé de moleque”. “As senhoras colocavam os doces nas janelas e as crianças pegavam e saiam correndo”, conta.


Mercado de Trabalho

No Brasil, a profissão foi regulamentada pelo então presidente Itamar Franco em 1993 por meio da Lei 8.623. Segundo o texto, é considerado Guia de Turismo o profissional que, devidamente cadastrado no Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), exerça atividades de acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos, em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas.


Quanto ao mercado de trabalho, de acordo com dados do Ministério do Turismo, o mercado de Turismo tem um grande potencial no Brasil, mas ainda não é plenamente explorado. Para se ter uma ideia, a França recebe em média 83 milhões de turistas por ano. No Brasil esse número é de pouco mais de 6 milhões –muito abaixo de países como México (30 milhões), Malásia (28 milhões) e Arábia Saudita (19 milhões).


Quer trabalhar na área?


Você quer seguir a carreira no ramo do Turismo? Então segue as dicas do site Guia da Carreira e escolha o que for melhor para você!


Curso de bacharelado em Turismo – tem duração de quatro anos e forma profissionais com um perfil mais generalista. A graduação traz muitos fundamentos de Administração, Marketing, Sociologia, Geografia e Economia.


Curso Superior de Tecnologia em Turismo – tem duração de dois anos e é focado em aspectos mais práticos da profissão. É encontrado mais facilmente em universidades privadas. O curso trata de atividades de planejamento, execução e gerenciamento de atividades turísticas. O diploma também é de nível superior.


Curso a distância de Turismo – se você se interessa em fazer um curso a distância em Turismo, deve observar as opções oferecidas em cada universidade. Tem de bacharelado, de tecnologia e até de licenciatura (para dar aulas). Ah, a instituição precisa oferecer polos de apoio presencial na sua cidade, já que o MEC exige uma certa frequência de encontros presenciais. O diploma de Turismo a distância obtido em faculdade reconhecida pelo MEC vale tanto quanto o presencial! (Fonte: Guia da Carreira)

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